(Ir)racionalidade

Vivemos num mundo cheio de regras e leis. Quem gere essas leis, essas regras, que por outro lado (ironicamente) gerem o nosso mundo individual e colectivo, é a chamada política. A política tem vindo a ser alterada e modificada, moldada, de acordo com as nossas necessidades e desejos. À medida que estas alterações se foram sucedendo, muitas vezes passando-se despercebidas, a política foi perdendo ligações às suas origens, à sua verdade. Foram os humanos, animais racionais, que criaram a política, contudo também são eles que a têm vindo a destruir. Seja pela falta de interesse e o seu não-contributo, seja pela exploração em função de interesses individuais.

Parece que cada vez mais perdemos a nossa “racionalidade” e nos transformamos, aliás retrocedemos às origens da palavra “animal”. Tornado-nos seres individualizados que apenas se focam nos seus desejos e ambições relativas a um futuro pessoal e individual. Deixou de existir um espírito colectivo, uma união. Deixou de existir espaço para pensar colectivamente.