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A memória é um dos principais instrumentos de apoio à decisão e uma importante fonte de aprendizagem. Cada um de nós utiliza a memória, e o que aprendeu com as suas experiências passadas, para basear e aperfeiçoar as decisões futuras e corrigir os erros anteriores. As pessoas têm memória, as empresas têm memória, as instituições têm memória, os territórios têm memória, os países têm memória. Embora muitas vezes não saibam que a têm, ou não a sistematizem de forma a que possa ser plenamente rentabilizada ou, simplesmente, o que é pior, preferem ignorá-la.

Um dos domínios em que a memória dos países, dos territórios, das instituições, e da própria administração pública, deve ser particularmente rigorosa, é sobre o escrutínio e o conhecimento detalhado das políticas públicas implementadas, sobre a interpretação sistémica dos seus resultados e impactos, sobre os seus casos de sucesso e insucesso e sua plena compreensão, sobre as suas condições de durabilidade e de reprodução de efeitos multiplicadores e, sobretudo, sobre como utilizar essa informação e conhecimento para fundamentar e calibrar o desenho das políticas públicas futuras.

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‘As políticas públicas e a nossa memória colectiva’, in Público

http://www.publico.pt/opiniao/jornal/as-politicas-publicas-e-a-nossa-memoria-colectiva-24513641

05 03 16